Mostrando entradas con la etiqueta Ana Moura. Mostrar todas las entradas
Mostrando entradas con la etiqueta Ana Moura. Mostrar todas las entradas

Guarda-me a vida na mão


Guarda-me a vida na mão
Guarda-me os olhos nos teus
Dentro desta solidão
Nem há presença de Deus

Como a queda dum sorriso
P’lo canto triste da boca
Neste vazio impreciso
Só a loucura me toca

Esperei por ti todas as horas
Frágil sombra olhando o cais
Mas mais triste que as demoras
É saber que não vens mais


(Jorge Fernando/Raúl Ferrão;

foto: Paulo César)

Por um dia

Perguntares como é que eu estou
Não é quanto baste
Quereres saber a quem me dou
Não é quanto baste
E dizeres para ti morri
É um estranho contraste
Nada mais te liga a mim
Tu nunca me amaste
Telefonas para saber
Como vai a vida
E mais feres sem querer
Minha alma ferida
E assim rola a minha dor
Pássaro ferido
Que não esquece o teu amor
Estranho e proibido
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia
Dizes ser tão actual
Ficarmos amigos
No teu jeito natural
De enfrentar os perigos
Sem saberes que dentro de mim
Ainda arde a chama
Que não perde o seu fulgor
Que ainda te ama
Deixa-me só por um dia
Minha fria companhia

(Jorge Fernando)