Vazio
Já derramei silêncios e cansaçosApertei vazios, quanta vez
E quantas amarguras nos meus braços
Acolhi sem perder a altivez
E bebi tantos copos de saudade
E gargalhei da própria ironia
Que quando pressenti a fantasia
O tempo, o tempo ultrapassou a minha idade
Encontrei-me como sempre transparente
Vendo através de mim sem me encontrar
Não descansei a mente a procurar
A razão que me faz andar ausente
Se tudo quanto fui é tão presente
(letra: Ana Madalena; música: Pedro Vilar; canta Beatriz da Conceição)