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Guitarra, guitarra / Guitarra

Ó guitarra, guitarra, por favor
Abres-me o peito com chave de dor
Guitarra emudece
O som que me entristece
Vertendo sobre mim a nostalgia
Ó guitarra, guitarra, vais ter dó
Não rasgues o silêncio a um homem só
Guitarra o teu gemer
Mais dor me vem fazer
Como o vento a afagar a noite fria
Guitarra emudece
O som que me entristece
Pois se te ouço chorar também eu choro
Maior do que a madeira em que te talham
Guitarra, é o teu mundo onde eu moro
Ó guitarra, guitarra, por favor
Abres-me o peito com chave de dor
Ó guitarra, guitarra, fica muda
Sem ti talvez minh'alma inda se iluda
Vais ter que responder
Ao peso desta enorme nostalgia
Guitarra emudece
O som que me entristece
Pois se te ouço chorar também eu choro
Maior do que a madeira em que te talham
Guitarra, é o teu mundo onde eu moro
Ó guitarra, guitarra, por favor

(Jorge Fernando)


Quando uma guitarra trina
Nas mãos de um bom tocador
A própria guitarra ensina
A cantar seja quem for
Eu quero que o meu caixão
Tenha uma forma bizarra
A forma de um coração
A forma de uma guitarra
Guitarra, guitarra querida
Eu venho chorar contigo
Sinto mais suave a vida
Quando tu choras comigo

(letra dos Poetas do fado; música: Pedro Ayres Magalhães / Rodrigo Leão)

Alfama


Agora,
que lembro,
As horas ao longo do tempo;
Desejo,
voltar,
voltar a ti,
desejo-te encontrar;
Esquecida,
em cada dia que passa,
nunca mais revi a graça
dos teus olhos
que amei.
Má sorte, foi amor que não retive,
e se calhar distraí-me...
- Qualquer coisa que encontrei.

(letra: Pedro Ayres Magalhães; música: P. A. Magalhães/Rodrigo Leão;
imagen: película Lisbon Story, 1994 - Wim Wenders)